Trabalhou na roça na infância? Esse tempo pode contar para sua aposentadoria (2025)

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Você começou a trabalhar na roça ainda criança, ajudando seus pais, e nunca teve carteira assinada? Muita gente acha que esse tempo não vale nada para o INSS, mas a verdade é outra: ele pode sim ser considerado para aposentadoria. Neste artigo, vamos te mostrar como funciona o reconhecimento da atividade rural desde a infância e como garantir que esse esforço conte como direito.

Quem trabalhou na roça na infância tem direito à aposentadoria?

Sim! O INSS reconhece o trabalho rural em regime de economia familiar, mesmo quando exercido durante a infância ou adolescência, como parte da atividade da família.

Esse tipo de atividade não é considerado trabalho infantil irregular, pois não havia vínculo empregatício nem remuneração — o jovem ajudava na produção rural da família, o que é comum em comunidades do interior da Bahia, como Catu, Candeias, São Sebastião do Passé, e zona rural de Salvador.

Mesmo que você não tenha contribuído com o INSS nessa época, esse tempo pode ser incluído na sua contagem de aposentadoria como segurado especial.

O que é trabalho rural em regime de economia familiar?
É o trabalho realizado em pequenas propriedades ou roças, onde toda a família participa da produção, sem empregados permanentes e com divisão de tarefas para a própria subsistência ou para a venda de produtos em feiras locais.

Exemplos:

Criança que ajudava a plantar, colher ou cuidar dos animais junto com os pais

Jovem que vendia frutas, verduras ou leite na feira com a família

Adolescente que ordenhava vacas, limpava o curral ou roçava capim em pequenas propriedades

Importante: esse tempo pode ser reconhecido mesmo que você só tenha começado a contribuir com o INSS mais tarde, já como adulto.

Quais documentos provam o trabalho na roça?

Mesmo sem carteira assinada, é possível comprovar a atividade rural com documentos pessoais e familiares. Veja abaixo os mais aceitos pelo INSS:

Documento: Certidão de nascimento com endereço em zona rural
Finalidade: Confirma origem rural

Documento: Certidão de casamento dos pais com profissão de lavrador
Finalidade: Mostra vínculo familiar com o campo

Documento: Declarações escolares com indicação da profissão dos pais
Finalidade: Confirma histórico da família

Documento: Notas fiscais de venda de produtos agrícolas
Finalidade: Mostram atividade rural ativa da família

Documento: Comprovante de filiação a sindicato ou associação rural
Finalidade: Reforça o vínculo com a produção rural

Documento: Fotografias antigas, testemunhos de vizinhos ou parentes
Finalidade: Provas complementares em caso de processo judicial

Mesmo que o documento não esteja em seu nome, provas em nome dos pais ou responsáveis também são válidas.

Exemplo real: caso de Dona Iraci, moradora de São Sebastião do Passé

Dona Iraci, hoje com 58 anos, começou a ajudar os pais na roça aos 10 anos, colhendo mandioca e milho em uma pequena propriedade da família.

Nunca teve registro em carteira até os 30 anos, quando começou a trabalhar como doméstica em Salvador.

Ao buscar o INSS para se aposentar, foi informada de que ainda faltavam 7 anos de contribuição. Mas com apoio jurídico, apresento

Certidão de nascimento em zona rural

Declaração de escola mostrando ocupação dos pais como lavradores

Notas fiscais de venda de milho em nome do pai

Resultado: conseguiu contar 10 anos de atividade rural da infância e antecipou a aposentadoria.

Como solicitar o reconhecimento do tempo rural?
1. Reúna toda a documentação que comprove a atividade na roça (principalmente entre os 8 e 18 anos).

2. Acesse o Meu INSS (https://meu.inss.gov.br) ou agende um atendimento presencial.

3. No pedido de Aposentadoria por idade, por tempo de contribuição ou híbrida, anexe os documentos e descreva claramente o período de trabalho rural.

4. Se o INSS não reconhecer, é possível recorrer administrativamente ou entrar com ação judicial.

Um advogado previdenciarista pode montar o processo com mais segurança, indicar documentos complementares e atuar diretamente em sua defesa.

Conclusão: seu passado no campo pode garantir seu futuro com dignidade

Muitos trabalhadores da zona rural acham que o esforço feito na infância foi “em vão” por não ter carteira assinada. Mas a lei reconhece esse esforço — e ele pode fazer a diferença na sua aposentadoria.

O processo pode parecer simples, mas qualquer erro pode fazer com que você perca tempo ou até mesmo o benefício. Por isso, recomendamos que você conte com um advogado especialista. O escritório Emilio Fraga Advocacia está pronto para te orientar em cada etapa.

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